- terça-feira
A IA está roubando seu emprego? Os dados reais.
- Fernando Amaral
Vou poupar o discurso motivacional como: "a IA não vai acabar com os empregos". Mas vai fazer algo mais silencioso e mais cruel vai separar quem produz resultado de quem apenas ocupa função.
Os dados não deixam margem para narrativa reconfortante. O relatório Future of Jobs 2025 do Fórum Econômico Mundial projeta que 170 milhões de novos cargos serão criados até 2030, enquanto 92 milhões serão eliminados, saldo positivo no papel, mas devastador para quem está no lado errado da conta. E o lado errado não é definido por setor, é definido por postura.
A PwC analisou quase um bilhão de vagas em seis continentes e encontrou algo que contradiz o pânico: empregos em ocupações mais expostas à IA cresceram 38% entre 2019 e 2024. Mas cresceram com uma condição: quem tem habilidades em IA recebe em média 56% a mais do que colegas na mesma função sem essas habilidades.
Cinquenta e seis por cento. Na mesma função. Pela mesma carga horária.
Esse número é o que o debate sobre "vai ou não vai substituir" esconde. Não é sobre existir ou não existir emprego. É sobre quanto você vai valer dentro dele. E a distância entre quem usa IA e quem não usa já está se traduzindo em salário e vai continuar aumentando.
Quase 40% das habilidades exigidas no mercado devem mudar, e 63% dos empregadores já apontam o gap de competências como principal barreira nos negócios.
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Fontes de referência: